domingo, 14 de outubro de 2012


Meninas da Mango e a minha t-shirt!


Estes últimos dias tenho andado afastada do blog por razões várias. A licenciatura consome-me maior parte do dia e, quando, finalmente, chego a casa, não tenho pachorra para mais nada. A última semana não tem sido muito agradável, devido às novas rotinas, a problemas pontuais que vão, inevitavelmente, acontecendo e, quando dou por mim, já estou atolada em merda até às orelhas.
O fim-de-semana serve-me para actualizar as séries, os filmes, a leitura e aquelas pequenas coisas que vão ficando pendentes durante os dias da semana.
Ontem, finalmente, acabei de personalizar a minha t-shirt. Estou a ponderar vesti-la para o concerto dos Keane no próximo Domingo. Estou em pulguinhas para vê-los! É muito raro ter disponibilidade económica para ver um concerto. Pretendo aproveitar ao máximo, porque, atendendo à conjuntura actual, possivelmente, não vou repetir o feito para breve.
 
Para terminar, vou contar-vos, muito sucintamente, que ontem fui dar uma voltinha à Mango (que tem, de resto, óptimas peças esta estação) e três funcionárias fartaram-se de cochichar às custas das minhas botas. Bem, sei que não é algo que se veja muito por aí, mas também não considero que fosse para tanto. Como é óbvio, levei na boa e não sou nenhuma enjoada para achar que estou acima de gozos e merdices femininas, mas reflete a nossa mentalidade tosca. Queriam gozar? Oh pá, estão à vontade. Eu também gosto de mandar umas papaias, mas não à boca podre! Podiam era fazê-lo assim que eu virasse costas. Era mais fino! 
À parte disso, as meninas eram uma simpatia e ainda comprei uma camisola de malha com uns cupões de desconto que a minha irmã ganhou há umas semanas no Palácio do Gelo.
 
 
Foto da T-shirt:
 
Como podem ver pelas marcas de giz, a t-shirt ainda não foi lavada. Vou esperar até amanhã para a tinta secar como deve ser. Está simples. Esta semana, a tia de Cascais que habita em mim foi de férias para Cuba!
 
 
 
 
 
 
 


sábado, 13 de outubro de 2012



Escolhas duvidosas
 
 
Este ano tem sido particularmente desagradável. Dou por mim sozinha, por minha conta e risco, olhando para os outros em busca de algum consolo tolo. As pessoas mentem demasiado para eu conseguir lidar de forma saudável com as relações de diversas naturezas. Não acredito em ninguém, não acredito que sejamos amados da forma que amamos e não acredito que alguém, algum dia, venha a merecer mais do que uns miseráveis dias da minha atenção.
Hoje, para piorar, pensei ter perdido o meu anel em formato de cobra Kenneth Jay Lane. Andei horas como uma barata doida à procura dele. Já me tinha dado por vencida e aberto as comportas quando o encontrei. 
Vou lá cavar outro buraquito de fim-de-semana e, com sorte, segunda-feira, estou fina! Ou então, também não seria má ideia, internar-me no Júlio de Matos durante uns largos meses.
 
 
 
 
 


terça-feira, 9 de outubro de 2012



Fazendo contas à vida
 

 
Hoje tive mais uma aula de matemática. Horrível. Ainda estou estarrecida com aquelas equações de 3º grau. Muita informação para a minha cabeça de abóbora. Mal saí da sala, fui, num passo rápido, à secretaria para pedir uma equivalência à cadeira. Vou ter de pagar a módica quantia de 30 euros por apenas uma cadeira. Há gente que não ganha isso por dia, mas tudo bem. Eu tenho um traseiro que é capaz de me valer hoje 15 euros e amanhã outros 15. Com sorte, até sexta, arranjo dinheiro.
Mas nada me abala a felicidade. Daqui a pouco vou à Fnac comprar os bilhetes para ir, no dia 21, ver os Keane ao Porto. Portanto, venham essas equações e inequações que até lá ninguém me tira a satisfação do rosto.
Este mês posso esquecer compras. Com os bilhete e esta porcaria das equivalências, fico a pão com dentes até Novembro. De qualquer maneira, tenho umas t-shirts da SportZone de homem, daquelas boas, de 2,99 euros que pretendo customizar à minha maneira. Depois até vos mostro, se não ficarem uma bela merda.
Por hoje é tudo. E não me esqueci do post sobre os machos de qualidade. Não temam. Está para breve.


sábado, 6 de outubro de 2012


Tu outra vez?!


O Sábado é um dia lixado. A SIC insiste em passar aquele programa de entrevistas – Alta Definição.
Hoje fui à cozinha comer umas uvitas quando me deparei com a cara do Daniel Oliveira no ecrã da minha televisão. Recordei o ódio de estimação que lhe tenho.
Para começar, não tem jeiteira nenhuma. Considera-se um intelectual, um jornalista de vanguarda, inteligente, perspicaz e que goza de relações privilegiadas com as figuras públicas. Para mim, o que ele faz chama-se manipulação dos sentimentos que é, de resto, uma prática milenar também adoptada pelos programas da manhã e de começo de tarde, cujo target são velhinhas iletradas e desempregados à beira de um ataque de nervos.
Ora, cativar assim um público é simples. Mas a minha raiva pelo homem já vem dos tempos em que ele se alapava em tudo que era concurso para ganhar protagonismo e se colar a algum lado. É daquela gente que busca sempre um buraco para se encaixar. Nem que para isso dê o cu e cincos tostões. O que importa é o tempo de antena.
O Alta Definição, para mim, é uma anedota do princípio ao fim. É previsível, manipulador, sensaborão, repetitivo. Frases como “o que dizem os teus olhos” despertam-me tendências suicidas. Imagino o Daniel a preparar a primeira entrevista quando se lembrou de introduzir essa questão pimbalhona. Qual descoberta da pólvora!
Gosto, especialmente, quando entrevista aquelas gajas burras como um calhau, cuja carreira profissional se resume a umas fotos na Playboy, umas aparições nas discotecas da moda e a passear as carnes pelo estúdio apresentando programas como o Fama Show. Está claro que a fluência verbal e mental não é lá grande coisa e que não têm lá muito para dizer. Mas a excelência do Daniel Oliveira está aí! É que dali tira, à semelhança do que faz com todos os entrevistados, umas lágrimas de crocodilo, infâncias muito difíceis, problemas parentais, dúvidas existencialistas e, no fim, qual Madre Teresa, já são todas umas mártires.
Para terminar (já estou farta de malhar no homem), o Daniel teima, mas teima mesmo que é o melhor amigo do Cristiano Ronaldo. Alguém que diga ao homem que ele é básico, chato e que não passa de mais uma praga televisiva.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012



Tortura infantil


Eu nunca compreendi muito bem a febre do começo do Ano Lectivo. Aqueles miúdos contentíssimos e em euforia por gastarem umas resmas de dinheiro em livros, cadernos, lápis... Quando era miúda, mal as publicidades a anunciar o material escolar começavam, eu entrava em estado catatónico. Detestava a escola. Mas detestava de chorar, de deprimir, de perder noites de sono a matutar sobre o martírio que seria voltar às aulas.
Ora, perguntarão vocês sobre o porquê disso acontecer. Eu explico.
Quando entrei para o primeiro ano, com seis anitos, era uma miúda habituada a levar no pêlo todos os dias (a minha mãe não se esquecia de me limpar o pó). Sempre fui uma criança responsável e calma, mas bastava fazer alguma caca insignificante e pumba! Toma lá umas lambadas nesses couratos.
Não era nenhuma bonequinha de loiça, portanto. Mas, o que eu nunca pensei é que fosse levar verdadeiras tareias na escola. Se eu escrevesse um livro a contar pelo que passei, vocês pensariam tratar-se de ficção. Era cabeçadas no quadro, reguadas diárias, puxões de orelhas até ver estrelas, arremesso de apagadores na minha cabeça... Um verdadeiro manancial de tortura medieval. Não era só comigo, é certo, mas aquilo magoava-me e humilhava-me até às entranhas.
Para terem noção, eram horas de medo e terror constantes. Passava o horário das aulas cabisbaixa para a besta da professora não se lembrar que aqui o bombo de porrada existia. Tentativas infrutíferas de passar despercebida.
Se hoje revisse essa mulher, seria das poucas pessoas que me despertaria instintos assassinos e que valeria na boa uns 20 anos na prisão orgulhosa por ter torturado aquela herança do Estado Novo.
O medo nunca me abandonou. Aprendi a lidar com ele. Tirei a minha primeira licenciatura e agora meti-me noutra. O tempo que estive parada fez-me perceber que me esqueci de como andar a passear nos corredores achando que era uma rapariga normal e que aquilo era tudo muito lindo. Não é. Para mim, nunca foi.
Sou professora e tive a sorte de trabalhar como tal algum tempo. Nunca humilhei nenhum aluno, nunca tive instinto de lhes bater, nunca quis que eles sentissem medo de mim. Não consigo lidar com os meus medos, mas conseguia saber muito bem que não queria que aquelas crianças passassem pelo que passei.




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

 
 
A mandriona que há em mim!
 
 
As aulas começaram e eu estou com a preguiça de quem acabou de sair das Caraíbas e tem que carregar com uns baldes de massa.
Tenho uma bela cadeira de química que é uma categoria. Daqui a 20 anos deve estar concluída por usucapião.
Uma pessoa percebe que está entradota quando entra na sala e cheira a toalhitas dodot. O dinossauro chegou, miudagem!  Para piorar, os professores metem conversa  na amena cavaqueira e falam comigo como se fosse um exemplo de responsabilidade e tenacidade. Se conhecessem a peça... Não gosto de fazer nenhum, só uma grua me tira da cama e gosto é de dizer merda. Talvez o meu alter ego de adulta me faça uma aparição como a Ti Maria aos pastorinhos drunfados.

Ontem na aula de Matemática, resolvendo inequações:
Professora – Ó jeitoso, tu não sabes fazer uma conta de somar?!
Jeitoso (aluno no quadro) – Oh...oh... eh eh...
Prof. (para mim) – Ó C., tens aqui já alunos para ensinar a tabuada e a fazer as continhas de somar!
Eu mental - Ora merda, eu sei tanto ou menos do que eles! Fiz Matemática no curso à rasca! Agora a mulher julga que sou para aqui um génio e sou é uma burra velha!
Eu verbal – Eh eh...
Agora às perguntas que ontem foram deixadas nos comentários:  Não, não foi no gozo, caraças! Eu gosto desses brilhos e dessas tralhas. Há uma tia de Cascais dentro de mim só à espera de ganhar o Euromilhões.
 
 


terça-feira, 2 de outubro de 2012



 
Peças indispensáveis para esta estação
 
 
 
 
 
Colete polipele
 
 
 
 
Casaco peplum
 
 
 
 
Blazer em veludo
 
 
 
 
 
 
Midi dress
 
 
 
 
Midi skirts
 
 
 
Blusa preta
 
 
 
 
Calças padrão borroco