segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A cantiga da felicidade


 

Bem, hoje trago talvez uma assunto mais sensível, capaz de ferir susceptibilidades, mas não é mais do que a minha opinião pessoal e vale apenas por isso.
Já há uns tempos que tenho tido algum cuidado de analisar determinados conteúdos de facebook e, recentemente, dos blogs.
Num país onde o nível de vida cai a pique e onde a esperança mora muito longe, ouvir alguém proferir que é feliz é refrescante. Mas fazer disso bandeira para todas as conversas, todas as frases tontas de facebook e afins é que já não entendo.
A felicidade é um conceito demasiado abstracto para poder argumentar quando alguém me diz que é muito feliz, mas as demonstrações forçadas e frases feitas são sinónimo de insegurança e poucas certezas na sua própria condição. Se sou plenamente feliz para quê dizê-lo a cada cinco minutos?! Possivelmente ando demasiado ocupada a ser feliz. Não teria tempo para parar, a cada cinco minutos, para relembrar os leitores do quão feliz sou.
Outra coisa no baú das felicidades feitas, é a panca que, principalmente as mulheres, têm de achar sempre uma brecha qualquer na conversa para colocar o seu 'mais que tudo' (inenarrável na minha opinião). Os seus homens são sempre óptimos e de fornadas das quais já se lhes perdeu a receita. Eu não entendo, mas, embora até saiba que há muito bons rapazes, não há nenhum homem que seja digno do fastidioso título 'homem da minha vida'. Mas o que é isso, afinal?! É um homem que passa pelas nossas vidas, que pode ficar permanentemente, mas que, se um dia, por azar, se for, vai continuar a ser o 'homem da nossa vida'?! Independentemente de sermos deixados ou de largar alguém, a nossa vida é apenas uma. E não é bonito, minhas senhoras, virem dizer que algum tipo é o 'homem da vossa vida'. Isso não existe. E acreditem que tenho uma costela de romantismo.
Ora observem o comportamento masculino. Por acaso vêem os homens berrar por todo o lado que são muito felizes, que amam muito a 'mais que tudo', que comeram esparguete ao almoço e que ela sujou a blusa com tomate? Não, pois não?! Deixemo-nos de tonterias.   
Rendo-me aos noventa anos, com um homem há mais de 30 ao meu lado, a limpar-me o rabo e a dar-me papas Cerelac na boca. Aí digo-lhe: "Constantino, és o homem da minha vida!"


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Barbie by Melissa

 
Ora bem, tenho em casa umas sabrinas Melissa de edição limitada da Barbie que, infelizmente, não me servem. Comprei o 36, mas calço o 37, pensando que aquilo ia alargar e tal. Mas o facto é que quase nunca aconsegui usá-las por se tornarem muito apertadas para o pé. Usei umas duas vezes, durante pouquíssimo tempo. Tenho a caixinha original ainda e tudo. Se alguém estiver interessada, vendo por 20 euros. Na altura custaram cerca de 65, mas o preço original é de 80. Agora já deve ser complicado até de encontrar este modelo à venda.
Se houver alguma interessada, faça o favor de avisar e mostrarei fotos das bichinhas e da sua caixa!
 
 


Nomeados para os Óscares - Filmes de Animação (continuação)

 
Hoje acabo a lista dos nomeados, falando um bocadinho dos restantes filmes de animação. São eles: Brave, Frankeenweenie e Pirates! Band of Misfits.
 

Brave
 
O Brave recupera aquela sensação de contos de fadas, um pouco eclipsado da 'onda' de Hollywood. É refrescante, leve e prende o espectador até ao fim. Talvez o mais infantil dos cinco nomeados, mas tem o seu encanto.
 
Conta a história de uma princesa que é confrontada com a decisão paterna de escolher um noivo em tempo limite. O problema é que a princesinha Merida é aventureira e não se interessa, minimamente, com questões do coração.
O IMBd dá-lhe uma pontuação de 7,2.
 
 
 
 
 
 
Frankenweenie
 
Frankenweenie conta com o nome sonante de Tim Burton na linha técnica. Parte, talvez, com alguma vantagem. Deixei de sentir o entusiasmo passado pelos filmes do realizador e estava céptica em relação a este.
A nível técnico, tem uma fotografia lindíssima e uns planos óptimos, que é marca inegável da qualidade do realizador. Mas, o que prende, realmente, é o argumento.
Frankenweenie debruça-se sobre uma história de amor entre um rapazinho e o seu cão, Sparky. Vêem-se separados por um terrível acidente e o filme conta-nos como é que, com um pouco de ciência e muita perseverança, o pequeno Victor conseguiu colmatar a sua tristeza.
Demoro-me um pouco mais a escrever sobre este filme, porque é impossível não nos tocar e não nos revermos nele. A banda sonora é lindíssima e a música que acompanha os créditos, Strange Love, é uma mais valia. Infelizmente, e sem se perceber bem o porquê, não está nomeada.
Na minha opinião, merece o óscar (talvez a par do ParaNorman).
 
 
 


Pirates! Band of Misfits
 
Do mesmo realizador dos Chicken Run e Wallace & Gromit, Os Piratas (título adoptado em Portugal) é um filme para divertir e descontrair. É leve, a história prende e as personagens estão muito bem conseguidas.
 
A longa metragem conta a história de um bando de piratas desajeitados que, acidentalmente, encontram Charles Darwin num barco por eles saquesado e, a partir daí, desenrola-se toda uma série de peripécias.
 
A par do Wrick-it Ralph, foi o filme mais fraco, mas continua a representar uma boa e divertida forma de passar o tempo com os miúdos (ou sem)!









terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nomeados para os Óscares - filmes de animação

Com a aproximação do dia da cerimónia de entrega dos prémios mais cobiçados do cinema, tenho feito um esforço para estar a par dos nomeados. Portanto, hoje vou debruçar-me sobre os filme de animação.

ParaNorman

O título é sugestivo e aquele trocadilho tem a sua piada. Pontos já para isso.
 
 

Realizado por Chris Butler, conhecido pelo filme Coraline, também nomeado para os óscares em 2010, conta a história de um rapaz, Norman, com poderes paranormais que se vê envolvido numa cruzada contra a maldição de uma bruxa.
 
Os diálogos são excelentes, a história envolve sem esforço e as personagens têm o condão de nos remeter para alguém que nós até já conhecemos.
Embora não atinja a magistralidade do Coraline, os seus 7 pontos no IMDb parecem-me estar longe de fazer jus à longa metragem.
 
 
Wreck-it Ralph


O Força, Ralph (título adoptado em Portugal) está longe de ser consensual. Conta a história de uma personagem de um jogo de computador, já algo obsoleto. Ralph é um bom vilão que corre atrás de uma medalha de herói e vê-se envolvido em mundos muito diferentes do seu.
Tem pontos de interesse, personagens criativas, mas não me entusiasmou. De qualquer forma, tem uns honrosos 8 pontos no
IMDb.

 


Continua...




 
 
 
 


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ainda se fazem bons filmes de terror - Sinister

 
Sou uma fã assumida de filmes de terror, trillers e de todo um género que, por diversas vezes, peca pelo cliché. Já vi mais de 200 filmes de terror ao longo da minha curta vida e, se há pessoas que podem falar com conhecimento de causa, eu sou uma delas.
Comecei muito nova a interessar-me pelo género. Via os X-Files com sete anos, às escondidas dos meus pais e ainda hoje me recordo do monstro do esgoto, episódio, aliás, compilado nos melhores da história da série mítica.
Não há quase nada que me faça aquela pele de galinha, que me faça sentir aquele nervosinho sorrateiro. O problema de se perder essa sensibilidade a qualquer borrifada de sangue e a uma qualquer aparição de um fantasma tosco, é que, raramente, consigo ficar empolgada com um filme. Posso contar pelas mãos os bons filmes de terror e os bons trillers. Há anos, com excepção do The Rite, de Mikael Håfström (do qual, aliás, falarei daqui a algum tempo) e pouco mais, que não ficava colada num filme pela sua excepcionalidade, pelos seus planos inteligentes, pela envolvência sinistra.

 
Sinister (A Entidade do Mal), realizado por Scott Derrickson, mundialmente conhecido pelo The Exorcism of Emily Rose, traz-nos a história de um escritor que se muda para a casa de uma família, estranhamente assassinada, com o objectivo de escrever um livro sobre o crime grotesco. Enquanto exlora a casa, encontra uma Super 8 e respectivos filmes, com imagens aterrorizadores de crimes cometidos, supostamente, pelo mesmo criminoso.
Não tem um final previsível, foge de tudo aquilo que o espectador está à espera e envolve-nos em duas horas de terror de excepção.
Conta com a magnífica participação de Ethan Hawke, o que traz um incremento fascinante ao filme.
 
 
 
 
 



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Trench Coat

 
Hoje a chuva regressou por aqui, mas as temperaturas já estão mais amenas. Ontem sentiram-se uns belos dezasseis graus e soube agradavelmente.
Com o iníco de Fevereiro, chega o que costumo chamar de saldos dos saldos. Os preços descem abruptamente e, embora não exista em stock tanta variedade e tenhamos que fazer uma ginástica enorme para encontrar o nosso tamanho, esta é a altura ideal para comprar peças baratas e intemporais.
Hoje seleccionei o trench coat como objecto de observação. Para mulheres e homens. Para quem já tem o básico preto ou aquele trivial e até aborrecidote crú, beje ou camel, ficam ideias a cheirar a Primavera!
 
Atenção: Embora seja difícil, ainda, encontrar um trench coat mais comprido, que passe, de preferência, os joelhos, eles são bastante mais versáteis e elegantes.
 
 
 
 
 




 
 
 


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O síndrome anti-evolutivo

 
 
Há pessoas que sofrem de uma espécie de alergia a todo o género de evoluções: são elas de natureza social, pessoal, profissional ou cultural.
Como é assunto que dá 'pano para mangas', vou deter-me na evolução pessoal, nas maneiras da geração Peter-Pan, que, para além da despreparação para o mercado de trabalho, são despreparadas para as relações pessoais.
Há bastantes anos, quando conheci um rapaz por quem me apaixonei, pensava de forma muito simples e pouco pragmática. Queria ter sexo com frequência, atenção e divertir-me. Apesar de parecer banal, há muita complexidade em todos esses desejos e só com o passar dos anos, e bastanta observação empírica, pude perceber que o que pedia não estava ao alcance de qualquer marmanjão ou de qualquer borrega que nos passe pelo caminho.
Já vos falei, inúmeras vezes, que ao nível das relações pessoais, tenho lacunas que, muito dificilmente, serão preenchidas. Foram escolhas desgastantes e relações com pessoas que pouco ou nada contribuiram para o meu bem estar (de natureza geral).
O facto que me vem preocupando é ver que, infelizmente, ao invés da evolução natural (?) para uma geração mais consciente, para pessoas mais nobres, mais honestas, de escolhas resolutas, estamos perante gente de índole grosseira, de dúvidas constantes, de recuos infantis, de língua suja e de hábitos arcaicos.
Hoje os homens não procuram uma mulher com 'boas intenções'. Actualmente procuram A fêmea para acasalar, mandar um chuto no traseiro e proferir com um feijão no rabo a estalar de orgulho: "O problema não é teu, é meu. Preciso do meu tempo, ando confuso."
Ora se os nossos homens e mulheres andam tão confusos com as pessoas que lhes são mais próximas, dá para perceber por que é que o país está nesta calamidade.
Perdeu-se o sentido de respondabilidade, de afecto com compromisso e o sentido de honra. Hoje ninguém tem palavra. Fazem-se promessas frouxas que se quebram ainda com as palavras quentes. Parece-me que acontece mais com o sexo masculino, com os homenzinhos de papel que povoam este mundo para trazer dissabores e poucas alegrias.
Pois, caras meninas, para quem ainda estiver solteira, não percam o vosso tempo com um homem que não se decide, que diz que "se andam a conhecer" depois de sairem meses a fio, que diz que "não sabe o que quer de uma relação" depois de passar anos atrás de anos em namoro com uma mártire qualquer. Fujam!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Moda cruelty-free (continuação)


Fazendo um apanhado do post de ontem, no qual abordei a temática das peles e o impacto ambiental das nossas escolhas, fiz também uma selecção de algumas peças de roupa, acessórios e calçado vegan. Algumas das peças, fazem parte do meu guarda-roupa e posso-vos comprovar que possuem uma qualidade inegável. Deixo exemplos para meninas e meninos!


 
Se há uns anos era impossível comprar umas Doc. Martens em eco-pele, hoje os modelos vegan invadem as lojas e conquistam com estes padrões florais. Há também as cores cereja e preta lisas, em polipele. Estas são revestidas a ganga e o seu interior é todo em eco-pele. Escusado será dizer que há modelos para homem e mulher. Tenho um par e garanto-vos que são resistentes e muito confortáveis.
  
 
Este perfecto é da Mango (muito acessível agora em saldos). O modelo é simples e o material é óptimo. Tem a particularidade de ser metalizado, mas encontra-se, facilmente, nas lojas, os icónicos preto, camel ou castanho.
 
 
Esta clutch  Paul & Joe Sister tem a particularidade do padrão e do material leve e jovial. A marca é bastante cara, mas podem encontrar em outlets online (faço sempre isso). Conseguem por metade do preço. Tenho uma da mesma marca, ligeiramente maior, e gosto imenso.
 
Esta carteira de ombro da Stella McCartney é uma prova de que a qualidade excepcional não anda lado a lado com crueldade. É toda em eco-pele e, embora não tenha dinheiro para esta piquena, não deixa de ser fantástica.
 
 
 
 
Estes sapatos são Carvela, uma marca da qual já vos falei que, embora não seja vegan, tem a preocupação de nos oferecer vários modelos em eco-pele. Tenho uns scarpins e umas sabrinas da marca e posso-vos garantir que têm um ar excelente e uns acabamentos de topo.
 
 
 
 
O famoso blusão de cabedal, transformado numa peça vegan. Há imensa oferta no mercado. Este é um modelo simples da Asos.
 
 
 
 
Este modelo da River Island em polipele é um dos muitos exemplos com os quais os homens podem calçar bem sem ter, necessariamente, que usar pele.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O impacto Ambiental das Nossas Escolhas


Hoje vou deter-te uns minutos a tentar explicar uma série de escolhas erradas que fazemos, diariamente, sem que nos apercebamos do seu impacto para o nosso lar - Terra. Como compreendo que não queiram algo muito longo e chato, vou focar-me no assunto, que já algumas vezes introduzi por aqui - o uso das peles no vestuário, acessórios e calçado.
Em primeiro lugar, é importante percebermos como se processa a remoção e tratamento das peles dos animais. Quando escrevo, faço de forma totalmente honesta. Já o vi através de vídeos captados por câmaras ocultas. É só fazer uma busca no Youtube.
1º As peles mais utilizadas pela indústria continuam a ser a de vaca, de búfalo e de cabra. Estou a focar-me apenas nas peles e não pêlos. Aí a lista seria, substancialmente, maior. Muitos de vós já se perguntaram como a pele é removida? Pois é, para quem não sabe, a indústria das carnes e peles criaram máquinas que, basicamente, 'sugam' as peles. Ou seja, o animal, que nem sempre está totalmente morto, é pendurado numa espécie de guindaste, passa por uma espécie de tapete e a pele é-lhe arrancada, como que sugada. O método por si é tenebroso e bastante nojento.
2º A pele que é retirada do animal precisa de ser tratada com químicos para ser seca e posteriormente caracterizada para suprir as necessidades voláteis das tendências. Sabiam que os curtumes têm um impacto ambiental desastroso no nosso planeta?
Passo então a explicar:
Os curtumes são indústrias que empregam uma grande quatidade de água, uma vez que os processos que lá ocorrem, são feitos em meio aquoso. Consequentemente, geram uma grande quantidade de afluentes líquidos que devem ser tratados, devido às altas concentrações de contaminantes. O problema, além do uso desmedido de água, prende-se com o facto de nem todas as fábricas seguirem a legislação em vigor, que os obriga a seguirem normas de tratamento das águas. Não é do ar que as águas dos rios portugueses estão cheias de químicos nocívos.
Muito frequentemente, ouço alguém dizer-me que a pele verdadeira tem maior durabilidade, melhor aspecto, etc. Quanto à durabilidade, posso afirmar que não uso peles em absolutamente nada. Não compro calçado muito caro nem carteiras de luxo. Mesmo assim, e fazendo um ponto de comparação com o calçado e acessórios da minha mãe (a título de exemplo), não há uma diferença significativa e os preços acabam por compensar. Se é mais bonito? Não me parece. Hoje há couro sintético de excelente qualidade e tenho alguns exemplares aqui por casa que uso há anos e que mantêm o bom aspecto. Nas carteiras, devemos ser criteriosos a comprar e optar pelas mais resistentes. Posso-vos garantir que não vos deixarão mal. O blusão de couro também pode ser facilmente substituído pelo blusão de eco-pele (assim designada por ser mais ecológica).
Espero que possa contribuir, pelo menos, para alguma reflexão sobre o assunto, atendendo ao facto de a polipele ser ética, ser menos poluente e assumir um impacto menos grosseiro para o meio ambiente e, consequentemente, para a qualidade de vida da nossa geração e das gerações vindouras.

 



sábado, 19 de janeiro de 2013

Disparate? - Vestido de Noiva

 

Ontem, na conversa com a minha irmã, nem me lembro a propósito de quê, falámos sobre vestidos de noiva. Não que alguma de nós esteja para casar ou que almeje isso intensamente. Mas seguiu-se uma dissecação sobre os modelos de vestidos que a maioria das mulheres usa num dia importante e apercebo-me que poucas meninas conseguem fazer escolhas acertadas.
Não sou nenhuma perita em moda, mas sei tirar partido das minhas formas e uso a roupa de maneira, minimamente, inteligente. E vou-me apercebendo, infelizmente, que muitas mulheres continuam a não saber escolher bons vestidos de noiva.
Gastam pequenas fortunas a comprar um vestido anafado, carregadíssimo, que as engorda, lhes deforma o busto e, mesmo assim, não há nenhuma amiga que lhes explique que aquilo não lhes fica bem, que não é uma questão de gostos. É uma questão de percebermos a nossa fisionomia.
Há muitas senhoras com excesso de peso. E então?! Cada uma sabe de si e se assim se sentirem bem, desde que sejam pessoas saudáveis, ninguém está aqui para dizer "oh pá, vê lá se comes menos alheiras". O problema põe-se com o facto de não saberem tirar partido dos quilinhos a mais, que podem ser interessantes, por exemplo, ao nível do busto.
É comum as mulheres esmagarem as mamocas em corpetes datados, que não segue a linha natural das suas cinturas e enchouriça as carnes desesperadamente.
 
Braços e ombros a nú, tal como corpetes daqueles feitos para tirar uns bons centímetros de cintura, não são para todas, porque as carnes fogem-lhes para a linha das axilas e em vez dos peitos, aparece um bocado de carne mal distribuída, jogada à força para cima. Lidemos com isso e deixemo-nos de disparates.
Depois há o caso de se insistir na tolice de se escolher modelos rodados, cheios de volume, muito à princesinha Disney. São aborrecidos, já deram tudo o que tinham a dar e já andamos todos cansados de ver sempre o mesmo. O modelo Grace Kelly está reservado para mulheres altas e de busto esguio, sob pena de parecermos uma daquelas bonecas minhotas (em questões de volume). Isto para não falar dos penteados e todo um mundo de adereços medonhos com os quais se passeiam.
Daqui a algum tempo, falarei sobre todo o disparate das poses para o álbum de casamento, que isso dá pano para mangas e o post já vai longo e cansativo.
 
Modelos que considero interessantes:


Roland Mouret

 
 
 
Marchesa
 
 
 
 
 
Dior
 
 
 
Elie Saab
 

 
 
                                
 
 
 
Alexander McQueen
 
 


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Últimas

Tenho andado um pouco afastada do estaminé por boas causas, mas não poderia deixar de vir aqui fazer a continuação do post anterior e dar-vos as notícias mais recentes.
Posto isso, informo que sou uma burra velha a Química. Já fui procurar a minha antiga professora do cíclo para explicações intensivas, mas creio que nem com isso lá chego! Vou começar amanhã, às nove. Que violência!
Acabei hoje de pintar uma sweat velhota que tinha aqui por casa e ficou bem fixe. Lá para segunda-feira tiro fotos. Não tenho a máquina fotográfica comigo.
E pronto, para terminar, este foi, para mim, o expoente máximo da elegância nos Globos de Oiro 2013. Lindo, elegante, e tão Alexander McQueen! Quando ganhar o Euromilhões compro um igual! Está decidido.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

 
Globos de 'oiro' 2013

Ora bem, caros leitores, estou de volta, desta vez para trazer os looks dos Globos de Ouro 2013. A bem dizer, a red carpet é como uma farmácia, há de tudo, mas nem tudo resulta bem.
Houve quem se espalhasse ao comprido e houve umas meninas bem espertas que souberam estar ao nivel da cerimónia.

Vamos lá ver:
 
 
 
Naomi Watts em Zac Posen
 

A Naomi estava muito bem, muito elegante, o vestido é lindíssimo e com uma classe arrebatadora. Também gostei da cor.

 

Zooey Deschanel em Oscar de la Renta

 
A Zooey é uma moça gira, com bom aspecto, mas não entende que já passou dos 12 anos. Estas raparigas que se vestem sempre como cachopas, a mim, intrigam-me. O vestido era giro, mas está largueirão, o decote queria-se elevado e isso reflecte-se no resultado final. Também não gostei nadinha nem do cabelo nem das jóias.
 
 
 
 Hayden Panettiere em Roberto Cavalli
 
 
Não sou grande fã destes vestidos, por milhentas razões. Não é feio, mas não me encanta. Estes cabelos loiros amarelões é que a mim me causam umas comichões. A clutch também é meia parolita.
 
 
 Rachel Weisz em Louis Vuitton
 
 
Para mim, esta é uma das mulheres mais bonitas de Hollywood. A escolha não foi muito feliz. É um vestido para cocktail e pouco mais. De qualquer maneira, gosto do modelito. Para os Globos é que não, Rachel!
 
 
 
Julia Louis-Dreyfus em Vera Wang
 
 
Este nota-se a milhas que é um Vera Wang. E pode-se parar por aí. É gótico, giro e elegante, mas não favorece esta senhora. O cabelo também está mauzinho.
 
 
 
Helen Mirren em Badgley Mischka
 
 
A Helen a mostrar às cachopitas da passadeira vermelha, como estar gira, sexy e elegante. Gostei muito!
 
 
Marion Cotillard em Dior  
 
 
A Marion enlouqueceu. Esqueceu-se de lavar o óleo do cabelo, enrolou um pano ao corpinho e toca a andar! Anda desorientada. Podem vir para aqui dizer que é Dior e tal, mas é feio até dizer chega, engorda, tira formas e não tem jeiteira nenhuma.
 
 
Continua...  
 
 


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Cala-te, pá!



 
Este vídeo revela imenso sobre a nossa sociedade de consumo, com um índice de escolaridade elevado, no entanto, com um atraso cognitivo bastante evidente. Provavelmente acedem ao ensino superior através do contingente especial para atrasadinhos-da-mona-que-não-são-assim-tão-atrasados-só-são-é-burros-como-uma-porta. Senão, vejamos:
1 - Esta Filipa Xavier, a Pepa dos blogs (só por si escabroso), vulgo miúda dos "tipo", não sabe acentuar as frases, não possui a mínima fluência verbal e não consegue ter uma boa acentuação da voz. Nem razoável consegue ser, se atendermos ao facto de nem todos nós nascermos com o dom da oratória;
2 - Esta moça, aspira fervorosamente um modelo icónico Chanel. Realmente, o que nos faz mais falta? Uma Chanel ou juízo na pinha? "Tipo..." isso nem se pergunta, não é?! Pois, está claro, que é a malucha Chanel, que dá "tipo" muito estilo e deixa a cachopa na berra. Diz ela que é uma conquista pessoal;
3 - "2013 é um ano de sorte ou de azar... humm... deixa cá ver. 'Tipo' eu quero que seja de sorte." Pois, se fosse de azar é que era o caraças, ó Pepa. "Tipo", acabava-te a mama!
E com tanta inteligência e destreza mental, encontrámos uma real adversária do Tino de Rans ao prémio do mais básico a empregar a gramática portuguesa no exercício da fala.
Mais uma vez, estas miúdas continuam a esquecer que não vale a pena conhecer as marcas de cabo a rés e vestirem-se todas de Zara, com os must have da estação. É preciso ler um livro, cultivar-se, sob pena de fazerem estas figurinhas de atrasadonas mentais com teses de Mestrado terminadas e discursos de cachopas de 10 anos.
 
 




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

 
Os Segredos do Ananás

Bem, haverá gente que não leu o que escrevi há dias sobre os alimentos amigos, aqueles que nos deixam lindas/os, de ventre liso, desentoxicadas/os. Podem recordar aqui.
Hoje vou confidenciar-vos um truque, óptimo para a nossa carteira e para a nossa linha.
Muitos de nós, depois de consumirmos o ananás, acabamos por deitar as cascas para o lixo, certo? Pois, está mal! A casca de ananás, depois de bem limpinha (nada de rama), pode servir para fazer chá ou sumo. Para isso basta colocá-lo em água e ferver uns bons minutos. Fica pronto a consumir. Se deixarem arrefecer, dá um belo e nutritivo sumo.

 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Cassette Case




Para os fãs do iPhone 4, - sei que há imensos - agora temos na Miss URBANA umas capas giras em fomato cassete antiga. Ainda sou desse tempo e tenho aqui por casa algumas relíquias. Achei as capas um máximo. Não sou fã de grandes tecnologias. Gosto de ter um bom computador e fico-me por aí. Os telemóveis, desde que me permitam telefonar e mandar as sms de Natal, fico satisfeita.
Para quem tem gostos mais apurados do que os meu, pode dar uma olhada!



domingo, 6 de janeiro de 2013

 
Loser
 
 
 
 
In the time of chimpanzees, I was a monkey!
Se há personagem que não dá uma para a caixa, essa sou eu. Desde miúda que nada me corre bem. Ora vejamos, não tenho um QI à Forrest Gump nem sou desengonçada, mas tenho outras lacunas!
Quando era miúda, era aquela triste, trinca espinhas de franjinha, que ficava largada às moscas no banco do ginásio, na expectativa que alguém me chamasse para a equipa de futebol.
Por falar nisso, já vos tinha dito que sou uma cepa em desporto? Futebol, cómico; basquetebal, uma desgraça; voleibol, até me deixava em colapso nervoso; a única coisa na qual sou boa, é mesmo a fazer a ponte. Aquela coisa esquisita que as miúdas chinesas fazem com facilidade e te deixa com uma imagem de cachopa possuída do Exorcista. Ah, também venho equipada com íman para bolas no nariz. Levei com uma quantidade considerável delas.
Em relação aos rapazes, nem me vou alongar muito. Nas lides da sedução sou do mais enrascado que existe. Não consigo conquistar nem um pastor estrábico, com défice cognitivo, mau hálito e ainda alcoolizado.
Com as 'amigas' acontece o fenómeno da deserção.
Nas saídas para a discoteca, encosto-me ao balcão qual gajo feio, mas não bebo. O que acaba por funcionar contra mim. Estar quatro horas a olhar acéfalos em danças manhosas, deixa-me psicótica.
Na escola, não tenho pachorra alguma para estudar, sou preguiçosa e vale-me, apenas, o facto de não ter o tal QI de mosca-varejeira ou teria de entrar para o Ensino Superior em contingente especial.
No trabalho, nunca agrado ao patrão ou porque não lhe lambo o rabo, ou porque sou uma cabeça no ar, ou porque os meus colegas não gostam da minha pessoa...
Agora, e isso é que me tem feito a cabeça em água, perdi o meu anel, no valor de 390 euros que, embora tenha comprado em saldos, foi suficientemente caro para não me poder aventurar noutro.
Fazendo um apanhado disto, lembrei-me do Beck. Ora ouçam.
 
 
 








Heavier Things
 
 
Pois é, já temos vencedor! Lá fui ao Random colocar os dados e o número escolhido foi o 55, que pertence à Scarlet Red. Não sei quem é. Scarlet, mulher, se andares por aí, diz alguma coisa! Agora a sério, parabéns e não fiquem tristinhos que ainda tenho mais cd's para sortear. Isto é uma casa de doces!
 
Nota: Contei 63 candidatos, apesar de ter 60 gostos na página do facebook do blog, porque havia três pessoas que ainda não tinham aderido à febre das redes sociais e não quis deixá-las de fora.


 
 
 


sábado, 5 de janeiro de 2013

 
Notícias
 
 
Fazendo um apanhado da situação do projecto do qual vos falei aqui, posso-vos confidenciar que o blog está a ser uma agradável surpresa. As visualizações têm crescido significativamente e eu não me contenho com tanto orgulho do moçoilo!
As vendas, essas, ainda não arrancaram por falta de encomendas, mas tudo a seu tempo. Posso-vos também comunicar que muito em breve haverá t-shirts customizadas com um toque pessoal não apenas nosso, mas também do futuro comprador. Chegado a seu tempo, exlicarei melhor. Não podia era deixar de vos agradecer o incentivo, os 'likes' na página da Miss Urbana e a vossa incrível paciência. Honestamente, obrigada.

 


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

 
The Stray Cat
 
Hoje trago-vos uma coisinha diferente. Uma música da autoria de um conhecido que, simplesmente, adorei. Melodia melancólica num registo indie progressivo experimental.
Foi gravada em estúdio caseiro, com um orçamento ridiculamente baixo, com muita persistência e força de vontade. Trata-se de um aprendiz de guitarra e piano autodidata, apaixonado por Pink Floyd, Simon & Garfunkel e pelo movimento grunge da música dos anos 80/90.
O projecto dá pelo nome A Graveyard of Feellings e Moonlight é a primeira música a ser gravada.


 




Limpeza virtual
 
 

Confesso que, antes que 2012 acabasse, me vi obrigada a levar a cabo uma limpeza nos blogs que sigo pontualmente. Por razões várias. Uns é porque o conteúdo não me interessa em nenhum aspecto; outros é porque não me identifico, minimamente, com o blogger; outros há que deixei de seguir, porque não retribuiam a visita. Não temos, necessariamente, de nos ver "obrigados" a visitar um blog, porque o seu blogger é um fixe e comenta o nosso diariamente, mas é de bom tom dar uma espreitadela por lá, deixar um comentário honesto, mostrar que estamos atentos.
Portanto, considero que agora até poderei gerir melhor o meu tempo nestas andanças.

 




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Porque tentar custa muito pouco
 


Hoje trago-vos notícias de um projecto que, em parceria com uma grande amiga, gostaria de levar adiante.
Felizmente, fui dotada com um jeitinho especial para a pintura e desenho e já há imenso tempo customizo as minhas t-shirts (como aliás já viram aqui). É uma forma de poupar e também de ter algumas peças exlusivas com um orçamento minimalista.
Ora, atendendo ao facto de estar desempregada e de adorar moda e não trapos (coisas bem distintas), lançámo-nos na venda de alguns acessórios e roupa customizada, com o nosso toque.
A par deste projecto, cuja plataforma é o facebook, englobamos também um novo blog só direccionado para moda.
O investimento é suportável e, mesmo que isto não dê em nada, não se perde grande dinheiro. Portanto, se poderem fazer um 'gosto' no nosso facebook, era bem fixe. Se não quiserem, obrigada de qualquer maneira por me lerem e aturarem diariamente.
O projecto tem por nome Miss Urbana e funciona através desta página e, para informações adicionais, ideias de utilização e curiosidades, poderão consultar o blog também.


 
 
 
 
 






Está quase!

Até dia 5 de Janeiro, podem habilitar-se a ganhar o Heavier Things de John Mayer. Regulamento aqui, pessoal.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


Denim Shoes

É um modelo exclusivo para homens, mas não poderia deixar de partilhar convosco esta pequena maravilha. Os icónicos Dr. Martens, agora com os 3-Eye Bleached Denim Shoes. Um dos já muitos modelos vegan que a marca tem lançado para o mercado.










Contraluz




Sou sempre demasiado céptica ao relação aos filmes portugueses para conseguir vê-los imprudentemente. Este fim-de-semana, passou, na Sic, o Contra Luz de Fernando Fragata. Como não tinha algo de útil para ocupar a cabeça, decidi-me por dar uma hipótese à longa metragem.
Vamos por pontos: a nível técnico, a banda sonora é fraquinha e a música que acompanha os créditos finais - Tela de Santos & Pecadores - é um fiasco, os planos não são geniais, contudo, a fotografia é boa; por outro lado, o argumento, embora não seja brilhante e roce, diversas vezes, no cliché, prende o espectador. O enredo tem pontos de interesse fortes, embora o final seja, ridiculamente, previsível. Os actores, por seu lado, fazem bem o trabalho, à excepção de uma ou outra falha. O Joaquim de Almeida é que não é mesmo talhado para papéis com uma carga emocinal dramática.
No geral, recomendo. Creio que é uma prova inegável que há bons profissionais da sétima arte em Portugal e que se deveria trabalhar mais nestes registos, deixando, de vez, de lado aqueles palavrões tenebrosos e as barracadas, as pessoas cinzentas e enfadonhas, o Portugal arcaico e grosseiro e a qualidade técnica medíocre, características, ainda muito evidentes, dos filmes lusos.








A mania dos bodycon dresses
 
Não poderia deixar de dedicar um post ao primeiro dia do ano 2013. Hoje, infelizmente, acordei com gripe, embora não me pareça muito grave e amanhã possa estar fina!
Ontem, à semelhança do que vem acontecendo nos anos anteriores, juntei-me com amigos, jantámos no chinês, jogámos Trivial, comemos muitos doces e tomámos um café. Não gosto de discotecas e ir a um barzinho é mais que suficiente para os meus modestos intentos.
De qualquer maneira, ao dar uma volta pela parte mais movimentada de Viseu, deu para ficar com uma ideia do ambiente que se vivia nas ruas, dos modelitos usados para dar as boas-vindas ao novo ano e do índice de alcoolemia do pessoal.
Como vem acontecendo, os jovens estavam ébrios para além do que era sensato, as figuras roçavam no deprimente e, mais uma vez, percebe-se, infelizmente, que estes nossos miúdos continuam a não valorizar o dinheiro, gastando tudo em frivolidades e álcool. Mas isso são outros assuntos.
Em relação à moda: os bodycon dresses do costume, de muito mau corte e tecidos pouco recomendáveis, corpos sem envergadura para os usar e muita falta de chá no que respeita à escolha do conjunto geral. As litas continuam a destacar-se e os collants de vidro sairam à rua em força. Os rapazes estão sempre melhores, porque optam pela trivial simplicidade. Mau por mau, prefiro o básico e despretensioso.
Espero que a vossa Passagem de Ano tenha sido em grande e que estejam todos cheios de energia para 2013!