terça-feira, 4 de setembro de 2012



Lancem a bomba atómica!



Hoje estou com os azeites.
A porcaria do pc continua a dar problemas. Agora nem consigo escrever os posts para o blog no Sony. Tenho que o fazer noutro computador, um ancião que é de uma eficácia que deita o outro para um canto em três segundos.
Ontem, no post sobre o toureiro apanascado, referi que o nosso país está entregue a morcões. Hoje até vos digo mais: está deitado aos cães, governado por criminosos de colarinho branco, ajoelhado perante gajos que choram baba e ranho, porque só ganham 10 milhões de euros por ano e agora é uma chatice, com contribuições para a Seg. Social, isto ao fim do ano são menos dois milhões e assim já nem vale a pena dar ao cabedal e levantar-se da cama.
Para piorar, o ar, por estes lados, à semelhança do que vem acontecendo um pouco por toda a parte, está irrespirável. Soube que temos as beiras a arder! Pergunto-me como é possível. Fico, honestamente, triste. Temos o nosso país a arder há meses. Os resquícios de civilização vão-se com as chamas. Ficam as cinzas que espelham bem as mentalidades de merda de cada um de nós.
Sei que também os há diferentes. Sei que há pessoas que se preocupam, que lamentam a ineficácia da educação nas escolas portuguesas. Que lamentam que os professores em Portugal se preocupem mais com encher as salas de tralha no Natal e manipular a criançada para um teatro/musiquinhas merdoso/as de final de período do que, propriamente, sensibilizar as gerações futuras para a importância do nosso património natural.
Há dois anos, quando leccionei numa aldeia aqui perto, os meus alunos entraram na sala com lagartixas por eles mutiladas. Toda a gente se engraçou com aquilo. Eu entristeci-me por todos eles, que não enxergam mais do que uma graçola inocente. Não há inocência nisso, há maldade, há o desenvolvimento de gente sem respeito pelas várias formas de vida.
- Olha, ao cortares o rabo a esse pequeno ser que é a lagartixa, causas-lhe tanta dor como se te cortassem um braço, sabias?
Não, claro que não sabiam. Os animais não sentem dor, não é?! Aquilo é apenas uma pedra com pernas. Cambada de brutos.
Foi o último ano que leccionei. Adorava os meus alunos e sei que poderia ter feito um bom trabalho com aqueles miúdos. Mas somos tantos. Quem me dera também poder dizer que somos bons.








Wedge Trainer


Dizem os especialistas da moda que isto (wedge trainer) está em alta e que se tornou um must-have da estação.

É de mim, ou são mesmo feios para caraças?!



segunda-feira, 3 de setembro de 2012




"Eu, Marcelo Mendes, confesso que sou uma cagão e que os saltos do cavalinho me dão prazer anal!"
 
 
 

Este país está, decididamente, entregue aos morcões. Anda um homem a cantar Grândola, Vila Morena para isto. Ontem, durante a tarde, um senhor, no auge da sua inteligência, equivalente à de uma faneca, investiu, para cima de uma cambada de manifestantes, armados até aos dentes com cartazes e chinelinhos de dedo, o seu cavalo cheio de mariquices.
Ora, para todos os burgueses de merda, empanturrados de subsídios do Estado Português até ao esófago, isto foi o apogeu de anos a ingerir críticas àquela bela prática centenária, de seu nome tourada! É que não lhes cabe agora uma estaca no cu!
Mas é de notar e aplaudir a nossa GNR tão hippie. Era vê-los a olhar na maior descontração para o paneleirote montado num cavalo.
Os manifestantes, aquele perigo para as sociedades contemporâneas, não têm mais nada. Gritaram-se barbaridades como: "Sádico, monstro!"
Qual sádico?! Onde?! Vai daí, vira-se o belo do agente da GNR, uma classe, de resto, muito dotada de grandes mentes, e saca do cassetete para afastar os elementos da Al-Qaeda disfarçados de manifestantes zen.
 
Para o senhor Marcelo Mendes tenho aqui uma mensagem especial: Ó filho da puta (sim, a mãe tem culpa), desce desse cavalinho e anda aqui com a malta descobrir por que é que gajos como tu e gajos como nós nunca poderão ter uma convivência pacífica.
 
 
 
 




Amor em tempos de merda


Aconteceu-me, há uns dias, uma cena deveras caricata, mas que, pelo que tenho ouvido falar, acontece mais do que era esperado e do que poderia ser moralmente aceite.
Nunca gostei de redes sociais. O Facebook é usado ao desbarato por miúdos e graúdos para a caça grossa. Coisa que nunca me disse nada. Detesto todo esse manancial de fotos, comentariozinhos fúteis, merdices que as pessoas insistem em colocar nos murais.
Mas tem também o seu lado positivo. É um bom meio de alcançar pessoal, nomeadamente para expores o teu trabalho, um blog… E é nesse contexto que mais me apraz o Facebook.
Há um mês e meio, apareceu-me um pedido de amizade de uma pessoa que me foi muito querida em tempos. Um rapaz que partilhou turma comigo desde o 7º ano de escolaridade. Entretanto, quando fui para a Universidade, acabamos por perder o contacto e foi com enorme alegria que aceitei, prontamente, o convite de amizade. Falámos de inúmeras coisas, recordámos cenas da infância, da adolescência. Sempre sem nenhuma maldade, sem atrevimentos.
O facto é que esse rapaz sempre teve uma paixoneta por mim, apesar de namorar há nove anos com uma rapariga. Isso não me faz grande confusão, se pensar que foi uma coisita de miúdos e que ficou sempre um grande carinho e alguma nostalgia. O que me constrangeu foi quando o rapaz afirmou que ainda me amava perdidamente e que nunca gostou de verdade (vá-se lá saber o que isso é) da actual namorada.
Com isto, foram surgindo mentiras atrás de mentiras. A namorada, como sempre, é a última a saber dos acontecimentos e poderá nunca perceber que o homem que tem ao seu lado faz declarações de amor eternas a outra mulher.
É claro que não lhe correspondi.
No entanto, o que me deixa perplexa nesta (triste) história é a capacidade que as pessoas vão tendo de mentir, de se enganarem e de levarem relacionamentos a meio gás por anos a fio.
Não tenho perfil para estar com um homem que ora me causa repulsa ora me causa ternura. Isso não é para mim. E triste daqueles que se aceitam nessas condições. Triste daquela rapariga que vive numa mentira, que mendiga, possivelmente, todos os dias, por uma atenção e um desvelo que nunca vai chegar. Porque o amor não se escolhe. Tem uma componente irracional que o torna tão atractivo como trágico.

P.S.: A imagem é meramente educativa!




sábado, 1 de setembro de 2012




Resiliência


Não sou pessoa de passar a vida a queixar-se. Sei, perfeitamente, que isso leva, apenas, a um vazio emocional e a uma tristeza imensurável, que nos tolhe os movimentos e nos queima a destreza mental.
Por outro lado, creio que é necessário ter-se espírito crítico e discernimento suficientes para nos percebermos, para entender e interpretar as formas como o mundo se move. Só assim, caso o queiramos, conseguimos ser a "formiga que anda em sentido inverso". Porque, obviamente, as coisas não estão bem. Porque vivemos num país de belas praias, de temperaturas amenas, de gente burra, de muito tráfico de influências, de mentalidades retrógradas e de hábitos embrutecedores.
 
 
 
 



 
Continuo aqui a arfar!
 
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