Lancem a bomba atómica!
Hoje estou com os azeites.
A porcaria do pc continua a dar problemas. Agora nem consigo escrever os posts para o blog no Sony. Tenho que o fazer noutro computador, um ancião que é de uma eficácia que deita o outro para um canto em três segundos.
Ontem, no post sobre o toureiro apanascado, referi que o nosso país está entregue a morcões. Hoje até vos digo mais: está deitado aos cães, governado por criminosos de colarinho branco, ajoelhado perante gajos que choram baba e ranho, porque só ganham 10 milhões de euros por ano e agora é uma chatice, com contribuições para a Seg. Social, isto ao fim do ano são menos dois milhões e assim já nem vale a pena dar ao cabedal e levantar-se da cama.
Para piorar, o ar, por estes lados, à semelhança do que vem acontecendo um pouco por toda a parte, está irrespirável. Soube que temos as beiras a arder! Pergunto-me como é possível. Fico, honestamente, triste. Temos o nosso país a arder há meses. Os resquícios de civilização vão-se com as chamas. Ficam as cinzas que espelham bem as mentalidades de merda de cada um de nós.
Sei que também os há diferentes. Sei que há pessoas que se preocupam, que lamentam a ineficácia da educação nas escolas portuguesas. Que lamentam que os professores em Portugal se preocupem mais com encher as salas de tralha no Natal e manipular a criançada para um teatro/musiquinhas merdoso/as de final de período do que, propriamente, sensibilizar as gerações futuras para a importância do nosso património natural.
Há dois anos, quando leccionei numa aldeia aqui perto, os meus alunos entraram na sala com lagartixas por eles mutiladas. Toda a gente se engraçou com aquilo. Eu entristeci-me por todos eles, que não enxergam mais do que uma graçola inocente. Não há inocência nisso, há maldade, há o desenvolvimento de gente sem respeito pelas várias formas de vida.
- Olha, ao cortares o rabo a esse pequeno ser que é a lagartixa, causas-lhe tanta dor como se te cortassem um braço, sabias?
Não, claro que não sabiam. Os animais não sentem dor, não é?! Aquilo é apenas uma pedra com pernas. Cambada de brutos.
Foi o último ano que leccionei. Adorava os meus alunos e sei que poderia ter feito um bom trabalho com aqueles miúdos. Mas somos tantos. Quem me dera também poder dizer que somos bons.








