terça-feira, 16 de outubro de 2012



As agruras de uma mulher que não percebe um corno de homens.
 
 


Hoje decidi debruçar-me sobre um assunto sobre o qual tenho pensado nos últimos dias.
Pelas leis da sociedade, as pessoas conhecem-se, gostam uma da outra, têm sexo frequente, designando-se talvez namorar quando acontece por um longo período de tempo. É elementar? Talvez não. Há quem agora viva as coisas todas ao contrário. Mas também não é sobre isso que quero falar, porque cada um dá as voltas que quer e eu estou-me bem a cagar para a vida sexual do pessoal.
O facto é que depois de alguns meses, anos ou uma eternidade de namoro, tem que se chegar a algum lado. Ou não! Isso é que não sei. Casa-se? Juntam-se os trapos? Ou simplesmente deixamos andar até nos apetecer dar um chuto no rabo da outra pessoa? Honestamente, não sei.
Há uns anos, quando comecei a namorar, morar junto era algo que me fazia comichão. Considerava que era um passo para a rotina enfadonha, para o comodismo, para o alapanço no sofá.
Com o tempo, fui vendo que nada é tão linear. Que há um ponto de equilíbrio em tudo. E mais importante, há uma obrigatoriedade de respeitar a natureza individual de todas as pessoas.
Ora, se não sou pessoa para casar pela igreja e lavar cuecas de homem... Não, não sou. Se considero que juntar as tralhas num T1 minúsculo nos estrangula? Talvez. Mas também sei que tudo depende dos feitios, das certezas, das cedências e da tal natureza assustadora ou benevolente de cada um.
Sou uma pessoa branda, pacífica. Raramente me exalto e, quando o faço, nunca é por algo infundado. Isso simplifica as coisas. Se a outra pessoa possuir características semelhantes, óptimo. No entanto, nem isso é uma receita para o sucesso. Acredito apenas que ajude.
Não sonho com um vestido branco, em ver a minha mãe vestida como uma avestruz ao meu lado no altar, e nem estou a ver homem, cujas aspirações passem por decorar umas falas na missa, que me cative.
Por outro lado, hoje talvez gostasse de construir a ideia de morar com alguém, de, se ambas as partes concordassem, e se amasse avassaladoramente alguém, me comprometer, num casamento civil ou união de facto.
Não acredito que isso venha a acontecer. Se nunca o conseguir (não faço disso uma epopeia), talvez consiga lidar bem com isso. Namorar até à eternidade (se forem dois dias é que é uma treta) ou encostar-me sozinha em algum sótão (que isto não dá para mais) a abarrotar de gatos.

 
P.S.: O meu maior medo na solteirice é a abstinência sexual. Não gosto de apanhar machos na rua. Tenho medo.



13 comentários:

  1. Oh Deus, acertaste mesmo na mouche... Também me tenho debruçado nesses pensamentos ultimamente. De cada vez que o homem (-já estamos juntos há 3 anos-) me fala de fazermos a vida juntos, dá-me umas náuseas daquelas valentes.
    Tenho de arranjar uma BFF psicóloga :x

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  2. R.: mas não tenhas medo :) eu cá adoro arriscar...adoro atirar-me de cabeça (quando tenho certezas das coisas) :) não vejo a hora de ter a minha casa à minha espera :)

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  3. Gostei do termo ... não percebo um corno de homens, lool

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  4. ahahah Tu não tens de ter a cama vazia, ora. Ainda por cima está frio!!

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  5. Toda a gente diz que não é um papel passado, que faz a felicidade, mas viver em permanente incerteza, também não deve ajudar.
    E os tempos não estão para se "apanhar" alguém na rua...
    Experimenta comprar uma armadilha para raposas e mete como isco, cerveja e um comando de TV. eheheh

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    1. Ahahhahahahaha! Tu não imaginas o que me ri com isto!

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  6. Não tem nada a ver essa cena do viver junto = rotina. Claro que há coisas rotineiras.
    Mas não tem de ser, depende, como dizes, dos feitios e da própria relação entre as pessoas.
    E sim, nós economistas adoramos o "ponto de equilíbrio! :D

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  7. Também depende das fases de vida. Antigamente também dizia que não me queria casar e olha agora! Só me casei ao fim de 9 anos de namoro porque fui dura de roer. Era muito nova e pensava que iria perder o meu espaço, o tempo com as amigas, tinha medo da vida enfadonha de casada que tanto falavam ... Hoje em dia não me arrependo de ter juntado os trapos. Como dizes, tudo depende dos feitios, das cedências.
    Quando aparecer o tal a vontade surge naturalmente, até lá mais vale só que mal acompanhada :P

    Bjokas

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  8. Vais ver que um dia todas essas dúvidas passarão a certezas! Vais adorar decorar o teu espaço juntamente com a outra pessoa, vais comprovar que nem tudo é um mar de rosas, porque a rotina começa a surgir,mas depois também tens de ter ideias para ultrapassar essa mesma rotina, o que torna tudo muito mais interessante! E a S* tem toda a razão... cama vazia é que não, pah! Ainda para mais no tempo frio. Há que haver companhia para te aquecer! ;) Beijitoooooo*

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  9. Subscrevo o teu P.S.
    o meu namorado e eu estudamos na mesma universidade, cada um tem a sua casa, mas é como se ele morasse na minha, basicamente já vivemos juntos. não me desagrada, às vezes tira-me do sério ele deixar as coisas desarrumadas ou acordar-me quando quero dormir, mas eu gosto porque é cómodo, confortável, aconchegante viver assim. mas que sei eu, só tenho 21 anos, tenho muito para andar.

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  10. Só me apraz dizer: é esperar p'ra ver! :p

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  11. Há fases na vida em que nem pensar em deixar entrar alguém, com caracter de permanência, na nossa vida!
    Outras há em que é o que mais se deseja!
    Tudo tem o seu tempo e se for para valer a pena tu saberás!

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  12. E eu aqui a rir-me do teu sofrimento. Consegues contar isso agora num tom sério?
    xD

    Eu, pessoa solteira de profissão, tenho a dizer que para morar junta, só se fosse cada um na sua casa. E como é que isso se faz? pois que fica cada um na sua casa e juntam-se apenas para o foni foni. Oh que sonho!
    Cheira-me que ainda me vai calhar um traste altamente religioso que me vai tentar persuadir a casar por igreja. Cruzes credo jámé salomé!

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