sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Finding Diana


Tenho lido por todo o lado mensagens melosas sobre o Ricardo pshyco e a sua demanda pela Diana, a emigra fugitiva que foi para a manifestação micar os gajitos.
O que eu penso disso? Não interessa a ninguém, mas eu digo de qualquer maneira. Ora, parece-se que o rapaz não bate com elas todas, precisa de apoio psicológico e de alguma gaja que lhe mande umas trancadas como deve ser. Com todas as tecnologias e as comodidades que nos oferem, anda-me aí a pintar lençois a pedir para a tal Diana lhe aparecer. Isto não tem nada de romântico. Tem sim de deprimente, para o caso de isto não ser uma grande fraude.
Quando ouvi falar da história, julguei que o rapaz estivesse na força dos seus 16, 17 anos (não menos, porque passou toda a noite fora de casa). Qual não foi o meu espanto quando me apercebi que o maluco tem 24 anos. Um homem feito e anda-me a fazer estas figuras na televisão e pelas ruas de Lisboa.
Ricardinho, se me estiveres a ler, acorda, moço. Se ela tivesse ficado entusiasmada contigo, tinha feito os possíveis para te saltar à espinha. Não me andava armada em donzela à espera que o seu cavaleiro a encontre. De timidez não me parece que te fuja, portanto aqui há marosca.
Pelo sim, pelo não, o pessoal devia verificar se este sujeito não fugiu do Júlio de Matos.






Olha, um preservativo!

Hoje vou mostrar-vos algo do mais caricato que tenho visto por aí.
Na semana passada fui até à Rádio Popular de Viseu para comprar um daqueles packs d’A vida é bela para oferecer como prenda de casamento. Mal eu sabia, pelo que tenho lido, que a empresa está a dar o peido e que, provavelmente, o casal de pombinhos já não vai arrolhar às minhas custas para lado nenhum!
Para começar, as prateleiras estavam o caos. Tudo espalhado, aos trambolhões, sem selecção nenhuma. Comprei lá, porque não me apeteceu mesmo ir à Fnac. Vai daí, pego num pack (daqueles de jantar Gourmet) e qual não é a minha surpresa quando encontro uma embalagem de preservativo aberta no meio da tralha.
Lá peguei no pack e fui pagar em risinhos.






Ontem, por acaso, passei pela loja novamente, para ver umas colunas e decidi dar uma micadela pelas prateleiras dos malfadados packs. Tenho a dizer que estavam a mesma merda de sempre. Totalmente desarrumadas. Uma vergonha. Mas não é que a embalagem de Control ainda estava por lá! Já não me apeteceu mandar aqueles guinchinhos de quem descobriu a pólvora. Apeteceu-me mandar um berro à patrão e perguntar aos funcionários se não têm por costume dar uma arrumadela na loja. É que aquele elefante branco está sempre às moscas. Não me venham dizer que se matam a trabalhar. Pode não apetecer porque ganham mal e tal, mas podiam ser mais cuidadosos. Fica mal, meninos, muito mal!
Ora disto tudo pude, para além de constatar que a loja não vê um pano do pó desde o tempo dos coches, averiguar que só o simples facto de o pessoal olhar para aqueles packs, dá um tesão do caraças ou, se calhar, os funcionários gostam de brincar depois do fecho das lojas.


P.S.: Só para meter nojo, vou lá para a semana ver se ainda têm a embalagem do preservativo na prateleira do costume.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Cautela!



Não são raras as vezes em que alguém me diz que tem um namorado muito bom, que atinge sempre o orgasmo nas relações sexuais e que se sente sempre muito bem com a relação (mesmo que o gajo seja um grande urso). As mulheres gostam de mentir. Gostam de ludibriar as verdades em função dos seus desejos.
Não quer com isto dizer que não sejam, na maior parte do tempo, felizes com a relação. Custa-me interpretar o porquê de não se ser sincera e assumir os defeitos. Todos os temos e todos possuímos fraquezas. As minhas não serão iguais às vossas. Resta-nos tolerar a convivência entre seres diferentes.
As mulheres portuguesas começam a desenrascar-se, mas não o suficiente. Custa-me vê-las (ainda uma grande fatia) completamente dependentes dos homens para as coisas mais elementares da vida.
Não temos que fazer planos de vida conjunta com alguém, pensando que será uma situação temporária. Mas é inteligente pensar: E se, um dia, a pessoa vai embora? Em que situação vou ficar?
Se é destruidor o suficiente sentir a falta de alguém que se ama e que se sabe nunca mais voltar, imagine-se o quão desesperante será sentirmos a falta de alguém que era o apoio para tudo no que diz respeito ao nosso quotidiano.
Há mulheres que, embora inseridas no mercado de trabalho, dependem de um homem para as coisas mais elementares. São, por norma, aquelas que não constroem um núcleo social nem têm pretensões de desenvolver relações de amizade a longo prazo com ninguém, mulheres cujos hobbies são pensados de forma a serem vividos a dois e cujos planos profissionais tendem a relegar-se para um segundo plano em detrimento das necessidades e caprichos masculinos
Essas pessoas ficam demasiado vulneráveis. E nenhum homem gosta de uma mulher que lhes parece muito mais a sua sombra do que uma companheira de vida e de cama.
Às vezes, sem querer, podemos tornar-nos fardos, demasiado pesados, na vida de alguém. Consideramos que o nosso amor vale por um todo e que não dá margem a pensamentos negativos e dissecações sobre novas formas de vida. É tudo treta. Ninguém gosta de ser ver amordaçado, ninguém gosta de ser ver preso numa teia de quotidiano abafado e mofento. As pessoas gostam de luz, de ar. Gostam de estar juntas, porque lhes apetece e não porque tem que ser.
Nunca sacrifiquem a vossa felicidade por nenhum homem, porque, na hora de ir embora, ninguém se vai preocupar se vamos ficar enroladas no chão num choro descompassado e atingidas por uma dor de morte.


terça-feira, 25 de setembro de 2012


Johnny, que exagero, homem!




A pedido das fãs do moço, hoje vou dedicar-me ao Johnny.
Vocês não me entendam mal. Não é que o rapaz seja dos piores. Não é! Só me ultrapassa a febre que anda à volta daquela figura tão magrinha.
Considero o Johnny Depp um homem vulgaríssimo. É um homem que se veste de forma mais irreverente, dono de um estilo muito próprio. Se acho que é detentor de um bom gosto inigualável? Não. De todo! O Johnny funciona um pouco como os meus cabides. Muita tralha em cima e depois nunca sei o que anda por lá pendurado. Aquilo é fios, é brincos, é pulseiras, é relógios, é anéis, são os chapéus (assim para o parolo), são as camisas por cima das t-shirts e depois ainda um colete e um blazer. Olhem, uma grande confusão.
Muita informação para um homem daquela estatura e com aquele corpinho tão miudinho.
Depois, há o problema do cabelo. Gosto do penteado, mas o que são aquelas madeixas com que aparece de vez em quando?! Já cheguei a pensar que tinha esmagado um ovo no cabelo e deixado secar. Não me convence.
Por outro lado, e bem mais grave, há o pormenor do homem agora me aparecer sempre cor de laranja. Deve ser aquela fase parva dos quarenta.
Mas, se o solário não cai bem, para mim, o mais aberrante é o botox naquela cara. Um exagero. Há fotos em que o actor parece ter sido mordido por uns abelhões. Não é bonito nas mulheres. Nos homens é bem mais decadente. As rugas ficam-vos bem. Não se estraguem.
Em suma, meninas, eu não tenho nada contra o sô Johnny. Acho é que vende mau gosto a potes. É tudo demais. Depois não se admirem quando eu digo que o moço me parece apanascado. Usa mais base do que eu. Um banhinho na carinha e menos trinta peças no mesmo outfit, faziam milagres no vosso Quinzinho Depp! 




segunda-feira, 24 de setembro de 2012


O Quim Depp que me aguarde!


Hoje não vou escrever merda, porque não estou no clima (como dizem os brasucas). Mas aguardem o post sobre o Johnny e sobre os machos que considero de qualidade (a pedido das meninas fãs do Geraldino).
Ora bem, hoje esteve frio como já não se sentia há uns bons meses. É sempre um pouco melancólico este ritual de passagem do Verão para o Outono. Para mim, é um pouco poético e voluptuoso. Traz-me boas recordações. No entanto, vejo que as pessoas andam tristonhas. Vamos lá arrebitar que isso de andar sempre soturno, só nos envelhece as peles!
Hoje finalizei a minha matrícula. Ainda não sei para que data está marcado o começo das aulas. Há quatro anos que não ponho o nariz nos cadernos para estudar. Vai ser todo um reviver de sensações o próximo mês de Outubro.
Para finalizar, ando agora a ler o Ressurreição do Tolstói e estou a gostar consideravelmente. Quando acabar, dou-vos um feedback!


sexta-feira, 21 de setembro de 2012


A piroseira é viral.

Há um fenómeno sociológico a acontecer desde que as redes sociais assaltaram o nosso (já pouco) discernimento. Para terem uma noção, enquanto lêem este post, milhares de mensagem pirosas, de fabrico industrial, estão a bombardear os murais dos bimbos deste país.
Ao fazer um apanhado das mais recorrentes, apercebi-me, também, que podem agrupar-se em subcategorias bastante interessantes. Passo a explicar:

Há as mensagens do rancor e azia. Aquelas que, basicamente, lançam um recado parvo direccionada para uma certa pessoa. Se o receptor não sofrer do mesmo atrasado mental que o indivíduo anterior, vai cagar e andar para a brejeirice da mensagem.







Mensagens de amor bandido. Inundam frequentemente os murais com declarações de amor decadentes. Dentro desta subcategoria, creio que poderei também integrar aquelas mensagens do “Está tudo bem. Já não fazes parte da minha vida. Quem perde és tu.” Que é basicamente, estou para aqui a ressacar a falta de um sacana, mas não vou dar ares de fraca e, como não tenho mais nada para fazer, toca a colocar uma merda destas no mural. É que a individuo que ler isso, vai logo ter a dedução brilhante de que a pessoa não está drunfada nem com acesso de Tourettes. Que é apenas estúpida e que sofre de défice de amor próprio.






Mensagens de auto-ajuda gratuita, sendo estas que, paradoxalmente, nos dão aquele empurrãozinho para nos atirarmos de uma falésia.  







Mensagens parvas só porque sim, que são aquelas das fotos dos bebés e dos gatinhos a aparecer em todo o lado. Confesso que essas me enervam particularmente.




Nota: O sentimentalismo chega a limites incomensuráveis, quando a mensagem vem escrita em Português do Brasil e cravejada de erros ortográficos.